Revistas

Apesar de toneladas de informação “à distância de um clic”, apesar de um portátil (primeira geração), apesar de termos wi-fi por toda a casa, nada se compara à boa velha leitura de livros e revistas. Talvez comprar papel não seja ecológico, mas pelo menos os nossos exemplares são de longa duração (andam por aqui revistas de computadores de 1988…) e os poucos que não são, vão para a reciclagem. Estive para aqui a pensar na quantidade de revistas que compramos e conclui que se calhar são demais…

As revistas que assinamos

Eye
Extraordinária revista sobre temas de design gráfico. Extremo bom gosto e qualidade formal. Só tem um pequeno problema: Como cada vez ligamos menos ao design gráfico, profissionalmente falando, praticamente já não a lemos. Vai para a prateleira, onde se acumulam exemplares desde o número 5 (de 1991) e talvez por isso tem sido difícil largá-la (ao contrário da How, Communication Arts, Emigre e outras que desistimos há anos).

Home Power
Uma assinatura com uns dois anos. É uma revista de entusiastas, com um aspecto pouco profissional, mas com informação fantástica para os interessados em energias alternativas. Por vezes demasiado “hippie” para o meu gosto, outras vezes contraditória (em diversos exemplos na instalação de energia renovável a todo o custo, acaba por ser pior a emenda que o soneto).

Trains
Gosto de comboios, que hei-de fazer? Deve ter sido dos dois Interrails que fiz há 14 (gasp!) anos. É sobre comboios americanos. Gostava bastante de ler sobre os intermináveis comboios de carga ou as dificuldades e fiascos da alta velocidade nos EUA (não é só cá!), mas agora tem sido quase impossível. A assinatura acaba este ano.

Model Railroader
Também gosto de comboios miniatura, principalmente escala N. O pior é que me deu esta recaída (da infância) mais ou menos na mesma altura que a febre do terreno. Concluí que prefiro o terreno e as árvores e não tenho tempo para tudo. A assinatura também acaba este ano.

Organic Gardening
Ainda não recebemos nenhum exemplar, mas depositamos grandes esperanças nesta revista.

Mac User (UK)
De longe a melhor revista sobre computadores. A distinção começa logo na capa, continua no bom aspecto interior e acaba no conteúdo. Os editores levam muito a sério o antigo slogan da Apple “Think Different”. Sai quinzenalmente e ocupa um espaço brutal, principalmente não deitando nenhuma fora. Comecei a recortar as mais antigas, senão um dia destes ia dormir com as revistas…

As revistas que compramos regularmente

Activa
É leitura exclusiva da Susana. Diz que a compra por causa dos livrinhos de culinária que a acompanha e verdade seja dita, de vez em quando lá sai um cozinhado novo, habitualmente bom.

Tele-Culinária
Também é leitura exclusiva da Susana. Compra porque tem boas receitas e este último número dedica bastante espaço às castanhas (e não há dúvida que o que não nos falta são castanhas).

Casa Viva
A Susana gosta bastante desta revista espanhola de decoração. De todas é a que apresenta soluções mais contemporâneas, mas às vezes soa a falso. Não há casa, casinha ou casarão que não tenha aparelhagens e televisores Bang & Olufsen por todo o lado e já reparei por diversas vezes que os mesmos aparelhómetros circulam pela casa toda.

Casabella
É a revista de arquitectura que gostamos mais. Os arquitectos portugueses são presença regular e assídua nas suas grandes páginas. O italiano vai-se lendo a custo, mas é uma revista em que até os anúncios valem a pena, sempre com as últimas novidades do design de equipamento.

Pratical Photography
É uma compra recente. Depois de experimentar uma série de revistas com algum foco na fotografia digital, acabei por optar por esta. Tem bons artigos, bom aspecto (dou muito valor), boa impressão (essencial) e no geral parecem saber do que estão a falar. Alguns números são realmente inspiradores, se depois isso resulta em algo prático, não sei.

As revistas que compramos irregularmente

Science et Vie Mac
É uma velha favorita, cujo excelente conteúdo é deixado ficar mal pelo seu péssimo design e organização interior. Não deixa de ser um bom complemento da Mac User e mostra a perspectiva continental do mundo Mac.

Digital Photography User
Esta revista também é uma entrada recente na nossa casa. Um tudo nada pior que a Practical Photography, tem a grande vantagem de ser temática. Ou seja, pelo tema rapidamente se conclui se interessa ou não. Dentro do tema, é bastante exaustiva.

What Hi-Fi?
Esta é uma leitura exclusiva minha. Quem nunca leu uma revista inglesa para audiófilos (agora também para o omnipresente “cinema em casa”), não sabe o que perde. Às vezes rio às gargalhadas com o colorido da linguagem, porque os homens (e uma ou duas mulheres, incluindo a editora) vibram mesmo com a coisa. Como eles próprios dizem, escutar e ouvir não é o mesmo. Passante.

As revistas que compramos esporadicamente

Mac World
Já gostei bem mais desta revista. Sendo americana tinha obrigação de estar na linha da frente do mundo Apple, mas nem se compara à Mac User. Além disso é diminuta, os artigos são telegráficos e no geral não apresenta nada de novo. É facilmente substituida pela Internet.

Wallpaper
Para estilo não há melhor, mas é daquelas revistas que folheamos demoradamente antes de comprar. A maior parte das vezes é só estilo e conteúdo zero (é pouco, pelo menos). Acabamos por ver só as figurinhas e vai directa para a prateleira. Idem para o primeiro número da Wallpaper Navigator.

Arquitectura e Vida
Compramos quando algum artigo nos interessa particularmente. Mas, a maior parte das vezes, o resto das páginas interessam-nos pouco, dentro das nossas limitações e interesses específicos na área.

2G
Gostamos bastante da 2G e os arquitectos portugueses pontuam as suas páginas várias vezes ao ano. Tem o grande defeito de ser uma revista ao preço de um livro, o que é intolerável para uma compra mais regular. Normalmente só compramos quando interessa mesmo muito, tipo o número especial sobre a nova arquitectura portuguesa.

The Comics Journal
Já foi assinatura, já foi regular e agora compramos mesmo só quando os temas nos interessam. O desinteresse começou nas entrevistas absolutamente gigantes que começaram a publicar há uns anos. Ninguém consegue ler muitas entrevistas de 40, 60 ou mais páginas! Já não sei quem dizia que o segredo de ser chato é contar tudo.

I.D.
Esta é uma das esporádicas porque é assim que aparece. Mas, gostamos muito do design em sentido lato, que dá à estampa. Tem um “layout” irrepreensível (em tempos foi do Bruce Mau) e máxima qualidade em tudo o que apresenta. Já consideramos assinar por diversas vezes, mas não calhou e agora já acaba por ser um bocado tarde, considerando a translação dos interesses.

National Geographic
Desde que me lembro que sou leitor da National Geographic americana e do género não tem concorrência, aliás em muitos aspectos é uma revista única. Entretanto foi lançada a versão portuguesa, que é excelente e merece uma assinatura, mas entra na categoria “não podemos ter tudo”. Compramos de vez em quando para leitura de viagens (comboio Porto-Lisboa…) ou férias.

Esta é grátis, portanto não conta

Mondo Bizarre
Principalmente música alternativa e mais umas quantas coisas de subcultura, nomeadamente cinema, bd e livros. Alguns artigos têm interesse (principalmente sobre bandas dos anos 80 que ainda mexem), damos uma vista de olhos, mas cada vez há menos paciência para estas ondas.

Esta lista já se tornou escandalosa e acho que nem está completa. Como já são 4h00 fico por aqui.

3 Responses to “Revistas”

  1. fernando

    Porque não publicam aí mais imagens de
    Vila de Muros
    Avitoure
    Valverde
    e outras zonas aí perto que tem belezas de arregalar os olhos?

  2. jrf

    Numa terra tão bonita para quê ler tantas revistas?
    Para saber de mais terras e coisas bonitas, e também outras não tão bonitas.
    Há um tempo (embora escasso) e lugar para tudo.

    Não publicamos mais imagens porque não temos, ou as que temos têm pouco interesse. De Vila de Muros já publicamos algumas, o Sargaçal fica ao lado.
    Essa tem sido uma falha. Acabamos por estar tão focalizados no terreno, que tem tanto para fazer e ver, que a parte turística tem ficado para trás. Ainda só fiz uma caminhada (a Susana não, por causa da Luisa na altura) e nem à Ponte de Covelas fomos, que é mais ou menos um ex-libris.
    E por falar em pontos de interesse, agora a caminho do Sargaçal há do lado esquerdo uma placa a indicar uma sepultura medieval (que também não visitamos).

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