E assim recomeça

Abate de cipreste

Mais uma fotografia do país que odeia árvores.

Este cipreste (x Cupressocyparis leylandii) tinha um porte admirável, sendo árvore para uns 15-20 anos. Num país que olhasse saudavelmente para as suas árvores, seria acarinhado e conservado. Mais seriam plantados naquele local, com dois objectivos muito meritórios: por um lado, mascarar a presença do Continente e do restante mostruário de edifícios da Sonae — uma empresa notoriamente sem qualquer gosto —, de valor estético nulo e impenitente. Por outro, constituir uma sebe frondosa que protegesse as pessoas da presença de uma via rápida perpetuamente congestionada, radicalmente poluente e barulhenta.
Um cipreste que não incomodava ninguém, ou melhor, um cipreste que incomodou uma cabeça pensante e vai abaixo por uma razão fútil qualquer (por exemplo, desobstruir a vista para o Continente e império Sonae). Anda um horto não sei de onde há dois dias a efectuar o trabalho, deve ser barato também.
E assim recomeça mais uma época de podas e abates desmiolados e sem qualquer sentido. É triste.

Abate de cipreste

O Sol põe-se pela última vez atrás do x Cupressocyparis leylandii.

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