A encomenda

Muito bem, que encomendei então eu para iniciar esta didáctica aventura e continuar com o meu “Diário de Horticultor“? Aqui segue a lista…
Primeiro que tudo encomendei um conjunto completo de jardinagem, sem o qual achei que não daria para trabalhar, ou seja: 2 tesouras de podar, um ancinho, um sacho, uma pá em inox e pega em madeira, além de um vaporizador, tudo acondicionado numa maleta em tela de canhâmo e algodão. Muito ecologicamente correcto portanto.
Também encomendei uma miniestufa, em acrílico (em princípio não tão ecologicamente correcto…) e metal galvanizado, com dois sistemas de ventilação e pegas que mesmo não servindo de estufa será mais um espaço para cultivar.
Surpreendido pela oferta “Morangueiro Silvestre” encomendei um conjunto completo para cultivar morangos silvestres (ou supostamente silvestres) em casa, um conjunto formado por uma jardineira em zinco, um saco de terra, bolinhas de argila para não se perder humidade na cultura e uma saqueta com as sementes.
Entretanto já há quatro variedades de ervas aromáticas que sei que vou cultivar (ou tentar): tomilho, salsa, cebolinho e manjericão, conjunto de quatro vasos (sim, em zinco…), com respectivas sementes.
Com mais ideias e necessidade de espaço de cultura encomendei um conjunto de zinco, constituído por mais uma jardineira com pegas e três vasos.
De resto o que poderá vir a ser o meu primeiro erro à partida no meio desta encomenda toda foi ter pedido um conjunto de três pés irrigadores, sistema gota a gota, que não tenho a certeza se funcionarão (o José Rui diz que não funcionam… mas depois testarei).
Bom, assim ficou completa a encomenda e enquanto a fazia só me lembrava que com tanto uso de zinco (parece estar mesmo na moda), e metal “crú”, em vasos, a fase deve estar boa para a reciclagem de velhas latas de tinta, ou afins, apesar de o metal ser outro…

6 Responses to “A encomenda”

  1. jrf

    Eu não disse que não funcionam… Os “water spikes”, como lhes chamam, não funcionam para um intervalo temporal que justifique — digamos uma ausência da uma semana ou mais.
    Mas esses se me lembro tinham mais uma manigância qualquer e diziam irrigar durante um período muito longo — portanto, resta esperar pelo teu relato de quanto tempo demora a garrafa a esvaziar.

  2. rosa

    Acompanho com expectativa esta sua experiência que por várias razões me interessa bastante.
    Até prova do contrário, discordo completamente da utilização de vasos metálicos, não lhes consigo encontrar quaisquer vantagens em relação aos vasos de barro dos quais sou grande defensora, são baratos, utilizam materiais naturais de comportamento semelhante à terra e não poluentes, mantêm a terra húmida mas não encharcada permitindo perfeita drenagem, são geralmente fabricados em pequenas fábricas ou mesmo artesanalmente protegendo um comércio mais justo. Pessoalmente acho os vasos de barro mais bonitos que todos os outros, duram eternidades ficam bonitos quando envelhecem e quando algum se parte misturo os cacos com a terra do jardim e pronto!

  3. jrf

    Concordo com o que diz quanto a vasos. Plástico, a evitar totalmente — e no entanto, tenho centenas de vasos de plástico –, zinco, talvez por razões decorativas.
    Agora, quando se parte um misturar com a terra… Não gosto mesmo de ter “impurezas” na terra e retiro tudo o que posso, desde pequenas pedras a pedaços de barro. Uso os cacos para tapar os buracos de drenagem dos vasos.

  4. Olá Rosa,

    obrigado por acompanhar esta experiência e seu relato. Veremos que mais virá por aí.
    Quanto ao vasos metálicos, vamos a ver, eu pessoalmente gosto, nem que seja esteticamente e por tradição, dos vasos de barro ou similares. Compreendo que as empresas de venda pelo correio, como foi neste caso, não se arriscassem muito a comercializar vasos que facilmente se partissem. De resto deve ser mesmo uma questão de moda o uso dos vasos metálicos e neste caso específico do zinco. De resto como já relatei foi questão de “agarrar” a oportunidade e não me queixar muito. Até mais ver…
    Depois com a experiência veremos o que acontece e o quanto poderei dizer bem ou mal de tais vasos.
    À partida já terei um motivo sobre o qual pensar, ou deixar os leitores a pensarem, duas vezes sobre a utilização de vasos de metal: o metal é bom transmissor de calor, por isso duvido que seja muito bom para situações em que os vasos estejam directamente expostos ao sol. Será uma bela maneira de assar ou cozer raízes e plantas, mas não propriamente de as cultivar… no meu caso como o cultivo será interior, sem luz directa do sol, espero não vir a ter esses grandes problemas.

  5. susana

    Eu também voto nos vasos de barro, pelas razões enumeradas já aqui, mas também porque são recicláveis. Uma boa lavagem e escovadela … e estão prontos de novo a usar. Aproveito para chamar atenção para os vasos de plástico preto onde vêm muitas plantas compradas em viveiros que, tal como os de metal, são prejudiciais às raízes.

  6. jrf

    Ah, eu quando disse que tinha “centenas de vasos de plástico” — eram desses que trazem as plantas e ficam para aqui sem utilidade. Tenho também uns bastante grandes com as árvores para o Sargaçal.

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